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Estrutura

O Colégio São João Evangelista atua em Itamaraju-BA, desde 1976, proporciona ensino de excelência com princípios sólidos e baseados em valores cristãos, tem sua filosofia voltada para o desenvolvimento integral do ser humano, concebendo-o como um ser complexo, dinâmico em sua totalidade, sempre a caminho da constante construção e inserido num determinado contexto histórico e social.

DEUS É AMOR

A MISSÃO DAS IRMÃS PIAS EDUCADORAS NO BRASIL

MARANHÃO- VIANA: ONDE TUDO COMEÇOU

Em 1966 Irmã Carmela, Irmã Carla e Irmã Marcella embarcam em um transatlântico Augusto com destino ao Brasil, juntamente com elas estavam freiras de outra congregação e bispos recém formados do Vaticano II. A viagem foi repleta de ansiedade, cansaço e para passar as longas noites no oceano Atlântico, cantavam músicas clássicas italianas iluminadas pelo luar. Enfrentaram tempestades e angustias pessoais que abrigam o alto mar. No dia 13 de janeiro de 1966 chegaram finalmente ao Rio de Janeiro onde a bagagem era um baú velho dos tempos de criança e no coração a alegria e a ansiedade de estarem nas terras brasileiras com a missão de propagar as palavras de Cristo.

Beijaram o chão daquele país que não sabiam quase nada, mas tinham certeza que construiriam uma história no novo lar. Perceberam que nada seria muito fácil, quando viram que a cidade estava alagada com várias casas destruídas, devido uma forte chuva que deu no local antes delas chegarem. Em prol da situação não puderam visitar o Cristo Redentor, pois a estrada estava interditada. Ficaram hospedadas no Convento de Clausura e devido o forte calor e a qualidade da água, Ir. Carmela adoeceu. Após a sua recuperação e oito dias de repouso no Rio de Janeiro foram a São Luis do Maranhão de avião. Ao chegarem ao seu destino ficaram na casa das Ir. Dorotéias em São Luis, mas era preciso ir para Viana uma pequena cidade localizada na baixada maranhense. Como naquela época não tinham estradas que faziam ligações diretas entre as cidades e estados a única alternativa era ir voando Teco Teco.

Quando foram para o aeroporto imaginaram um grande, belo e arrumado, porém qual foi à decepção quando viram aquele pequeno local de decolagem e ao redor da pista uma vegetação nativa que aos olhos das freiras era apenas mato.

O horário previsto para achegada em Viana era às duas horas da tarde, porém só chegaram às cinco. Quando sobrevoou a cidade um aperto surgiu, pois a cidade era formada por poucas casas e isolada de qualquer desenvolvimento. No campo que servia de aeroporto estava à espera delas o padre Cuomo com um burrinho para levar as bagagens que já tinha ido embora pela demora do Teco Teco, mas quando viu o pequeno monomotor sobrevoar a cidade logo voltou para encontrá-las.   Chegamos à noite na casa que o bispo tinha preparado em Viana e lá encontramos o vigia no portão, ele era tão preto que só se via os dentes sorrindo. A casa estava muito suja, nos quartos os colchões eram feitos de capim muito duro, por isso Ir. Carmela resolveu dormir na rede, porém como não sabia como se deitar e acabou caindo da rede. A cidade não tinha conforto, nem alimento direito, faltava pão, carne, leite e outros tudo era muito difícil, mas feito com muita alegria e realização. Depois da chegada na casa reservada para as freiras o Bispo Dom de Angelis convidou para um jantar em sua residência.

Depois do agradável jantar voltamos para casa com o padre, não tinha energia a noite, pois desligavam os geradores as 21:00. Não tinha água potável e tratada, por isso pegavam a água suja do poço que precisava ser coada e fervida para depois ir para o filtro de barro. Não conheciam nada, como a aranha caranguejeira, piolhos e tantas outras novidades do local. Mas importante era a missão, pois toda dificuldade e sofrimento serviam de burilamento das missionárias e por isso abriram uma escola do primário e tinham 19 meninas beneficiadas em casa tendo como finalidade a formação dessas meninas pobres.

A missão era árdua e diversificada, pois todos os dias iam de canoa a motor para outros povoados com o intuito de ajudarem na celebração das missas e da catequese. A travessia era longa e perigosa, pois os rios estavam cheios de jacarés e cobras, além do mais o motor parava constantemente deixando-as preocupadas. Já na cidade de Viana havia a catequese para todas as idades, encontro de jovens, adultos e casais, além da escola primária que atendia a comunidade carente. Foi construído um salão sobre um antigo cemitério desativado. Mas toda essa luta sempre teve a assistência dos Padres Vitorio e Cuomo que trabalhavam no seminário, orientando e tendo um grande cuidado para com as Freiras, pois sabiam das dificuldades enfrentadas.

Além disso, a Ir. Carmela ensinava numa escola pública para poder ajudar nas despesas. Ficaram quatro anos em Viana, quando o bispo Dom de Angelis morreu veio outro bispo e já tinham seis vocacionadas para irem para a Itália para serem religiosas, mas ele não aceitou. Então pediu que as freiras saíssem de Viana, mas as próprias vocacionadas pediram para irem para a Itália.

Em 1971 Ir. Marcella e as vocacionadas foram para a Itália e em 1972 Ir. Marcella e Ir. Luciana veio para o Brasil para casa das Ir. Dorotéias em Salvador na Bahia onde encontraram Ir. Carmela que já estava com a missão preparada por Dom Felipe para Itamaraju, no extremo sul da Bahia.

 

ITAMARAJU- BAHIA: UM NOVO COMEÇO

A proposta do Bispo Dom Felipe trouxe certa insegurança, pois seria um novo começo, em um local desconhecido. Quais seriam os novos desafios, seria bem recebida, a cidade teria estrutura melhor do que Viana. Tantas dúvidas e questionamentos levaram a Ir. Carmela demorou alguns meses para dar a resposta, mas resolveu ir, mas antes pediu a Madre Fundadora Madre Paola Palmas que mandasse Ir. Marcella com outra Irmã para voltarem. O pedido foi aceito e no dia 13 de Janeiro de 1972 Ir Marcella e a Ir. Luciana chegaram a Salvador na casa das Irmãs Dorotéias.

Depois de uma semana partiram em direção a Itamaraju, como não havia rodovias pavimentadas, apenas estrada de chão demoraram 3 dias para chegarem de Jipe com Frei Geraldo Franciscano. Quando chegaram à casa preparada para as freiras estava alugada e por isso tiveram que ficar na Pousada de Dona Angélica. Depois de uma semana ficaram no Salão Paroquial dos Frades. Depois de quatro meses mudaram, para a cidade alta, onde foi construída uma pequena casa e uma Igreja. No domingo, a Igreja, funcionava para as missas, já na semana era colocada madeira de quadro metros de altura que dividia o salão principal dando origem as quadro salas primárias, onde eram administradas as aulas.

Na tentativa de levantar fundos para a construção das salas de aula, foram feitos vários eventos – Rei dos Guris, São João, pescaria, além disso, passava filmes sobre a vida dos Santos e de Jesus nos cinemas da cidade (CINE MARTE e CINE ORION). Como a Ir. Marcella era muito comunicativa saia pedindo aos fazendeiros, comerciantes e madeireiros doações para a construção que aos poucos estava sendo erguida. Passado quadro anos a Madre Fundadora Paola veio visitar e levou Ir. Luciana, deixando Ir. Carmela e a Ir. Marcella responsáveis para dar continuidade à obra.

Nesta época quem administrava a cidade era Almir Nobre de Almeida e a cidade ainda estava em fase de crescimento, onde a renda era proveniente do cacau e do gado. Assim, o prefeito Almir Nobre cedeu um grande terreno para a construção do Colégio, como não era cercada e não havia dinheiro para isso, parte do terreno foi ocupada por algumas famílias.

Com a ajuda da comunidade, dos pais dos alunos e da Itália foram construídas quadro salas e quadro banheiros no terreno doado pela prefeitura. Como existia uma real preocupação na legalidade do Colégio, foi à primeira instituição educacional da cidade a ter seu registro diante da secretaria de educação da Bahia. Além disso, a Ir. Marcella e a Ir. Carmela fazia missão pelo interior com o Bispo e Frei Geraldo, realizando até 150 batizados e 40 casamentos em apenas um final de semana. Foi um período difícil, devido às estradas de barro e muita lama para chegarem às comunidades mais pobres da região, mas foi muito gratificante.

A partir de 1976 é que o Colégio São João Evangelista passou a funcionar em sua sede definitiva, onde está até os dias atuais, à Rua Paulo VI, n°. 15, centro. Sempre a disposição da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, para a realização da catequese, crisma, celebração de Páscoa, Pentecoste, Curso para batismo, Encontro de Casais, Amor Corajoso, Grupo de Jovens que é utilizada até os dias atuais.

Em 1978, pensando em sua qualificação pessoal, a Ir. Marcella começa a fazer o Curso superior de Pedagogia na cidade de Itabuna nas férias de julho, dezembro e janeiro, já que era a diretora do Colégio São João Evangelista. No ano de 1982 que a escola iniciou seus trabalhos avançando e oferecendo o “segundo grau”, atualmente chamado de ensino médio, a seus alunos. Era a possibilidade de continuidade dos estudos no mesmo estabelecimento.

Não haveria mais necessidade de descontinuidade de metodologia nem de qualidade de serviços para os que ali estudavam; poderia ingressar na educação infantil e lá permanecer até o final do ensino médio, uma garantia de tranqüilidade aos pais por um período mínimo de 14 anos que é o tempo do maternal á terceira série do ensino médio.

Trabalhando em prol da educação, com afinco e dentro dos preceitos cristãos do amor a Deus, da ética e da moralidade, o Colégio São João Evangelista, então sob a direção da Irmã Marcella, teve seu trabalho oficialmente reconhecido pela sociedade local através da Lei nº 156/83, de 14 de outubro de 1983 que o reconheceu como sendo de “utilidade pública”.

O Colégio viveu um momento farto em função da situação favorável dos elementos responsáveis por sua sustentação econômica que se baseava no cultivo do cacau, da criação de gado e extração de madeira de lei e, com a consequente chegada de muitas famílias principalmente dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, nosso Colégio chegou a ter 665 alunos.         Mas, também momentos não tão felizes; com o advento da vassoura de bruxa (praga que arrasou a lavoura cacaueira na década de 90) e o fechamento de diversas serrarias trouxe seus reflexos negativos para a vida da escola. Apesar das dificuldades, com habilidade, trabalho e colaboração da sociedade itamarajuense, o “sonho” não acabou. Ao contrário, manteve-se coeso e criando estratégias para voltar a crescer apesar da crise econômica.

Em 2005 o Colégio passou por uma reforma, o que garantiu melhor estética, ventilação e segurança aos alunos e funcionários, além de valorizar o patrimônio.   Em 2006, com a inestimável ajuda de Dom Romer, concretizou antigo “sonho” que foi a cobertura de nossa quadra de esportes onde hoje acontecem competições esportivas, gincanas, brincadeiras, atividades culturais, show entre outros eventos.

As instalações atuais do colégio são amplas, confortáveis, mobiliadas dignamente, contamos com dezoito salas de aula, além de duas para as coordenadoras, uma para psicóloga, secretaria, direção e sala de professores. Além disso, existe uma sala totalmente informatizada com tela interativa e trinta sete netboock para os alunos.

Oferecemos sistema de internet com e sem fio na área interna da escola, dentro do possível adquirimos equipamentos de apoio pedagógico como televisores, aparelhos de DVD, equipamento de som e Projetor Multimídia; temos, ainda, um laboratório de ciências razoavelmente equipado e uma biblioteca em fase de expansão. No ano de 2012 foi feito um campo society oficial de grama natural e toda uma estrutura visando à educação infantil, com entrada e saída especifica para as crianças, área de recreação, foram feitas mais duas salas personalizadas para a educação infantil, reformou o parquinho, além disso, é oferecido em dois turnos (matutino e vespertino).

A moradia das Pias Educadoras é constituída por nove irmãs, oito meninas cumprindo fins específicos da Congregação que é a caridade diante de crianças pobres para serem preparadas para vida. A casa encontra-se sobre a administração da Ir. Marcella. A capela (a antiga escola) hoje se encontra com todas as pastorais da paróquia muito bem organizadas.

Apesar de tantos desafios, obstáculos nunca deixaram de acreditar na obra, na educação e em Deus. Que Deus nos dê força, fé, sabedoria e coragem para continuarem a luta na direção em prol da Comunidade, Diocese e da Igreja.

Ir. Marcella

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