Mulheres da NASA dão dicas inspiradoras para vestibulandos

Os desafios que elas enfrentaram renderam lições que podem ser muito úteis para estudantes que vão encarar essa fase.

A época que antecede os vestibulares pode ser estressante e os estudantes podem sentir muita pressão tanto para fazer a “escolha correta” quanto para obter êxito em suas tentativas. Muitos questionam seus próprios sonhos, duvidam de suas habilidades e evitam desafios. Entretanto, é importante tentar colocar a cabeça no lugar e manter o foco nos estudos e no seu objetivo.

Em homenagem ao dia internacional da mulher (8/3), reunimos os relatos de algumas funcionárias da NASA que enfrentaram os mais diversos obstáculos para serem bem-sucedidas nos caminhos que decidiram trilhar.

Conheça a história dessas mulheres e sinta-se inspirado para enfrentar os desafios que o vestibular pode impor.

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Raymonda Yeh

Raymonda nasceu em Kiev e se mudou com a família para Nova York, aos seis anos, com apenas US$ 1.500 para recomeçar a vida. Entrou em uma escola norte-americana aos oito sem saber falar inglês. Sempre gostou da área de exatas e começou um estágio na agência quando jovem. Há mais de 10 anos na NASA, ela diz ter percorrido um caminho que a tornou independente e determinada.

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Courtney Ritz

Pouco após seu nascimento, Courtney foi diagnosticada com retinoblastoma (câncer nos olhos) e, apesar dos tratamentos de quimio e radioterapia, aos cinco anos perdeu a visão. Ela diz que devia ser uma das únicas pessoas que lia textos sobre ciência e espaço em braille por diversão na escola. Começou na NASA em um programa de verão e já passou por diversos setores na agência, como as áreas de acessibilidade web e tecnologia.

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Rhonda Baker

Apesar de desde cedo saber que desejava trabalhar em algo relacionado ao governo, Rhonda ainda não sabia que área seguir. Ela afirma que a ajuda que recebeu de outras pessoas ao longo do caminho foi fundamental para seu sucesso – elas a motivaram a ampliar suas habilidades para alcançar seus sonhos. Começou sua carreira na NASA no Ames Research Center, instalação de testes e centro de pesquisas da agência e, hoje, atua como Diretora Associada de Operações Centrais.

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Laurie Grindle

Por causa da profissão de seu pai, piloto privado, Laurie sempre teve contato com aviões e resolveu ainda jovem que queria ser astronauta. Com o tempo, decidiu que construiria uma carreira na NASA, mesmo que fosse em outra área. Ficou por 12 anos no setor de aerodinâmica do Centro de Pesquisa de Voo Armstrong e depois se tornou gerente de projeto. Com os pais e o irmão na carreira jurídica, afirma que eles nem sempre entendem seu trabalho, mas a apoiam.

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Helen Vaccaro

Helen afirma que, apesar de nem tudo ter saído como o planejado, ela construiu uma carreira que não mudaria por nada. Desde pequena, sonhava em resolver problemas e cálculos para missões espaciais, mas não ia tão bem nas áreas de matemática e ciências. Entretanto, seu sonho era maior que seus medos e começou a se dedicar aos estudos no setor. Quando decidiu entrar em uma boa faculdade de engenharia sabia que estava no caminho certo. Devido a reviravoltas e decisões que tomou ao longo de sua jornada, passou pelas áreas de educação cooperativa e pelo controle de voo de ônibus espacial. Hoje, ela trabalha para o Painel de Segurança da Estação Espacial Internacional na Direção de Segurança e Fiscalização da Missão.

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Roberta Sherrard

Apesar de sonhar com um trabalho na NASA desde pequena, Roberta achava essa meta algo inatingível. No começo, estava apreensiva com a área de ciência da computação, mas decidiu assistir a algumas aulas e se apaixonou pelo setor. Hoje, ela é vice-diretora de Sistemas de Missão, Informação e Teste no Centro de Pesquisa de Voo Armstrong da NASA.

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Janelle Holt

Para financiar seus estudos, Janelle mantinha três empregos por semestre. Foi na faculdade, cursando administração, que teve seu primeiro contato com a NASA e se inscreveu para um programa na época de sua graduação – algo que não agradou sua família que temia que a jovem se afastasse dos estudos e não se formasse. Entretanto, Janelle garante que foi um dos momentos mais importantes de sua carreira. Hoje, é especialista em Igualdade de Oportunidades no Centro Espacial Lyndon B. Johnson, um centro de comando dos voos tripulados, treinamento, pesquisa e controle de voo da NASA.

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Nikki Martin

Após 20 anos trabalhando como contadora, Nikki não se sentia mais desafiada e satisfeita com a sua carreira. Aos 40 anos, voltou a estudar e cursou engenharia. Depois de se formar, começou a trabalhar na área no Centro de Pesquisa de Voos Armstrong da NASA. Trabalhou no setor por sete anos e, atualmente, trabalha em instrumentação, instalando sensores e sistemas de dados em aeronaves de pesquisa e apoio.

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Victoria Garcia

Os pais de Victoria migraram de Cuba para os Estados Unidos ainda jovens para começar uma vida nova. Ela nasceu com surdez profunda e, desde cedo, aprendeu a ser independente e a lutar por seus sonhos. Seus pais lhe ensinaram que ela poderia fazer qualquer coisa que uma pessoa sem deficiência auditiva fizesse. Na faculdade, percebeu que gostava de resolver problemas práticos por meio da matemática e da ciência. Entrou na NASA em 2008 e conta que seu maior desafio foi participar das reuniões, nas quais se sentia perdida, mas não contou para ninguém por medo de ser excluída de trabalhos. Ela afirma que, com o tempo, entendeu que tinha limitações e passou a dividir sua realidade com outras pessoas e buscar alternativas. Para ela, a maneira como você lida com dificuldades mostra quem você é.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br